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Vender Barato Custa Caro: Como Aumentar os Preços no Delivery e Lucrar Mais?

  • Foto do escritor: Yan Genial
    Yan Genial
  • há 2 dias
  • 5 min de leitura
Assista aqui o material complementar do Artigo

Você já parou para calcular quantos pedidos precisa fechar por dia só para pagar as contas? Se a resposta te deu um frio na barriga, esse artigo é para você.

A maioria dos restaurantes no delivery está presa numa armadilha silenciosa: vender muito, trabalhar dobrado e sobrar pouco. E o pior — acreditar que o caminho é baixar ainda mais o preço para competir.

A verdade é que vender barato é o caminho mais rápido para quebrar. E existe uma saída. Chama-se posicionamento de ticket alto.


1. Aumentar os Preços no Delivery é o Seu Primeiro Filtro de Clientes

Antes de pensar em cardápio, embalagem ou iFood, você precisa responder três perguntas fundamentais: O que você vende? Para quem? E por que essa pessoa deveria escolher você?

Sem essas respostas, você não tem um negócio — você tem uma cozinha com esperança.

Pensa assim: se você vê um iPhone sendo vendido pelo preço de um celular básico, sua primeira reação não é "que barganha!". É desconfiança. Preço baixo em produto premium afasta o cliente certo e atrai o cliente errado.

O cliente que compra pelo menor preço vai abandonar você assim que aparecer alguém R$ 1,00 mais barato. Não é o cliente que vai construir o seu negócio.

Reflexão prática: Quem é o cliente que você quer atender? Defina uma pessoa real. Onde ela mora, quanto ela ganha, o que ela valoriza. Seu preço precisa conversar com essa pessoa — não com todo mundo.


2. A Matemática de Aumentar os Preço no Delivery que Ninguém Te Contou

Coordenar um entregador, preparar uma embalagem e responder um cliente no WhatsApp custa o mesmo esforço — independente de o pedido ser R$ 20 ou R$ 100.

Então por que você estaria trabalhando pelo R$ 20?

Indicador

Ticket Baixo (R$ 20)

Ticket Alto (R$ 100)

Pedidos para R$ 1.000 de faturamento

50 pedidos

10 pedidos

Custo logístico

5x maior

5x menor

Intensidade de trabalho

Extrema

Gerenciável

Nível de concorrência

Guerra de preços

Oceano azul

Conclusão direta: volume não é seu amigo se sua margem é baixa. Volume com margem baixa é o caminho mais rápido para o esgotamento — financeiro e pessoal.


3. Aumentar os Preços no Delivery a Experiência é o Produto. Embalagem é o Produto. Foto é o Produto.

Aumentar os preço no Delivery, a percepção de valor é a realidade. Seu cliente não vai provar a comida antes de comprar. Ele vai julgar pela foto, pela descrição e pela embalagem que chegar na porta dele.

Pensa numa passagem de avião. O passageiro da primeira classe paga 10 a 20 vezes mais que o da econômica. Os dois chegam no mesmo destino, com o mesmo piloto. O que justifica o preço é o como: a poltrona, o menu, o atendimento, a experiência toda.

Para Aumentar os preço no Delivery, a embalagem e as fotos são a sua primeira classe. Se elas parecem genéricas, seu produto vai parecer genérico antes mesmo de o cliente abrir a caixa.

Para Aumentar os Preços no Delivery precisa do Checklist do posicionamento premium:

  • Fotos profissionais: foto ruim é killer de conversão. O cliente desiste antes de ler o preço.

  • Embalagem que parece presente: se chegou numa sacola plástica comum, você reprovou no teste premium.

  • Descrições que vendem: use linguagem precisa e apetitosa. Erro de português e pedido de curtida destroem autoridade na hora.

  • Consistência sempre: o cliente premium volta quando a experiência é idêntica em todos os pedidos. Uma vez boa não fideliza. Sempre boa fideliza.


4. Dark Kitchen: Gaste Menos no Lugar, Invista Mais no Produto

Muitos empreendedores jogam fora capital precioso em ponto comercial caro achando que isso transmite credibilidade. No delivery, o cliente nunca vai à sua cozinha.

A Dark Kitchen — ou cozinha invisível — é o modelo que separa quem entende o jogo de quem ainda está jogando o jogo errado. Você opera de um ambiente de alta produção, sem frente de loja, sem salão, sem custo de vitrine. E redireciona esse dinheiro para o que o cliente realmente vê: o produto e a embalagem.

O cliente de hoje não está escolhendo entre o seu restaurante e o do concorrente. Ele está escolhendo entre ter o trabalho de cozinhar e a conveniência de pedir. A Dark Kitchen é feita para vencer essa disputa.


5. O Momento de Escalar: Como Saber a Hora Certa

Todo negócio de delivery começa pequeno — muitas vezes de casa, operando quase que no "modo clandestino". Isso é normal e não tem nada de errado.

O problema é não reconhecer quando chegou a hora de crescer. O sinal clássico: você está recusando pedido ou parando o delivery no meio do serviço porque a produção não aguenta. Se isso já aconteceu com você, parabéns — você encontrou seu gargalo. Agora precisa resolvê-lo.

Escalar exige trocar esforço braçal por tecnologia e processo. Um equipamento industrial de R$ 30k pode substituir o trabalho de vários funcionários e garantir que cada unidade saia igual — sempre. O custo parece alto até você calcular quantas horas de produção ele libera por mês.

Três pilares para escalar com segurança:

  1. Padronização industrial: cada produto igual ao anterior. Sem isso, você não tem marca — tem sorte.

  2. CRM e automação: cada cliente é um ativo. Use WhatsApp e ferramentas de retenção para transformar primeira compra em segunda, terceira, décima.

  3. Venda direta: use o iFood para ser descoberto, mas migre o cliente para o seu canal. Quem tem o banco de dados tem o negócio.


6. O Maior Gargalo do Seu Delivery Pode Ser Você

Se o seu restaurante trava toda vez que você sai da operação por quatro horas, você não tem uma empresa — você tem um emprego de alto estresse.

O dono que resolve tudo, aprova tudo e sabe de tudo parece indispensável. Mas na prática, ele está amputando a inteligência da equipe. Quando ele não está, tudo para.

A sua hora é a mais cara do negócio. Ela não pode ser gasta cozinhando se você quer ser o estrategista da operação.

Como o dono de um delivery que fatura alto usa o tempo:

  • Estratégia de marketing: como capturar o próximo lote de clientes premium.

  • Análise de dados financeiros: onde estão os gargalos, qual produto tem melhor margem, o que cortar.

  • Networking e visão de longo prazo: parcerias, fornecedores e o que vem a seguir.


Você Quer Ser o Mais Barato ou o Mais Desejado?

Essas são as únicas duas opções no delivery. Não existe meio-termo confortável.

Ser o mais barato exige escala industrial, eficiência de multinacional e margem de erro zero. Para o empreendedor independente, é uma corrida que você começa em desvantagem.

Ser o mais desejado exige posicionamento claro, produto premium, experiência consistente e coragem de precificar pelo valor que você entrega — não pelo medo do concorrente.

A guerra de preços é um caminho vermelho. O posicionamento premium é o oceano azul. A escolha é sua.

 
 
 

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